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| Foto: Rosana Mendes - Pascom |
Responsáveis: Batismo, Sacramento de Adulto e Comunicação
Convidados: Saúde e Hospital Municipal
Tema: Família, assume a tua cruz
Data: 17.10.2014
O matrimônio cristão é um princípio integrador da pessoa humana que escolhe este estado de vida. Existe uma bondade no amor conjugal, somente o homem e a mulher são capazes de uma aliança matrimonial duradoura, é realização de pessoa para pessoa, enriquecida de uma dignidade tal que tanto as expressões corporais, quanto àquelas espirituais enobrecem quem assume este estado de vida.
A fidelidade na união corporal é para a fé cristã aquela forma íntima de comunhão de vida, não deve ser vista como uma mera obrigação proveniente de um contrato, mas tanto a indissolubilidade quanto a fidelidade são expressões do dinamismo matrimonial, forma íntima de caridade de vida, resposta profética às ameaças contra a família tão amplamente, divulgadas e promovidas pelos meios de comunicação de massa, pelos formadores de opinião e por posições contrárias à promoção da dignidade humana.
O amor conjugal exprime a sua verdadeira natureza e nobreza, quando se considera na sua fonte suprema, Deus que é amor. Um amor plenamente humano é ao mesmo tempo espiritual e sensível. Não é um simples ímpeto do instinto ou do sentimento, haja vista não somos bichos, mas é principalmente um ato da vontade livre, destinado a manter-se e a crescer, mediante as alegrias e as dores da vida cotidiana, de tal modo que os conjugues se tornem um só coração e uma só alma e alcancem juntos a sua perfeição humana.
Algumas características do amor humano, isto é daquilo que nos diferencia do resto dos animais não dotados de razão, liberdade e vontade:
01. É espiritual e sensível
02. É total, significa que quem ama o consorte não ama apenas por aquilo que dele recebe, mas principalmente por aquilo com o qual pode enriquecê-lo.
03. É fiel e exclusivo. Até a morte de um dos cônjuges. Fidelidade que por vezes pode ser difícil; mas que é sempre nobre e meritória ninguém o pode negar.
04. É fecundo. Não se esgota na comunhão entre os cônjuges, mas que está destinado a continuar-se, suscitando novas
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| Foto: Rosana Mendes - Pascom |
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| Foto: Rosana Mendes - Pascom |
A cruz de Cristo é a máxima expressão do amor de Deus Pai por cada um de nós. Cristo assumiu a morte de cruz para levar às últimas consequências o amor. De fato, todo amor ou é exigente ou não é verdadeiro amor. É preciso que os homens de hoje descubram este amor exigente, porque nele está o alicerce verdadeiramente firme da família, um alicerce que é capaz de << tudo suportar >>.
Todo amor é livre, mas a liberdade não pode ser entendida como faculdade de fazer o que quer que seja. Significa disciplina interior do dom. O individualismo supõe um uso da liberdade onde o sujeito faz o que quer, << estabelecendo >> ele mesmo << a verdade >> daquilo que lhe agrada ou se lhe torna útil. Não admite que outros << queiram >> ou exijam algo dele, em nome de uma verdade objetiva. Não quer <> a outrem sobre a base da verdade, não quer tornar-se um dom << sincero >>. O individualismo permanece, por conseguinte, egocêntrico e egoísta. Expressão de quem estagnou numa fase infantil de sua vida e nunca foi capaz de crescer verdadeiramente como pessoa. Todo individualista é uma pessoa estagnada, retrograda, egocêntrica, indiferente e incapaz de tomar decisões que lhe comprometa para a vida toda.
Quantas famílias levadas à ruína precisamente pelo << amor livre >>! O << amor livre >> explora as fraquezas humanas, conferindo-lhes uma certa << moldura >> de nobreza com a ajuda da sedução e com o favor da opinião pública. Mas não se tomam em consideração todas as consequências que daí derivam, especialmente quando a pagá-las são, para além do cônjuge, isto é, os filhos, privados do pai ou da mãe e condenados a serem, de fato, órfãos de pais vivos.
A cruz de cristo é o máximo símbolo de perdão. O amor dos cônjuges e dos pais possui a capacidade de curar as feridas abertas pelos erros de um dos cônjuges. Tal capacidade depende da graça divina do perdão e da reconciliação, que assegura o vigor espiritual. Por isso mesmo, os membros da família têm necessidade de encontrar Cristo na Igreja, por meio do admirável sacramento da Penitência e da Reconciliação.
A Igreja professa que o matrimônio, como sacramento da aliança dos esposos, é um << grande mistério >>. Através da família, passa a história do homem, a história da salvação da humanidade. À família está confiado o dever de lutar, sobretudo para libertar as forças do bem, cuja fonte se encontra em Cristo Redentor do homem. É preciso fazer com que tais forças sejam assumidas por cada núcleo familiar.
Deus abençoe a todos.
Pe. Júlio César
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