AGOSTO, MÊS DAS VOCAÇÕES
| Foto: Paulo Raimundo |
Como
diz o nosso catecismo, por instituição divina, há na Igreja dois tipos de
fiéis: os fiéis leigos e os fiéis clérigos. Clérigos são aqueles assinalados
com o sacramento da Ordem, portanto diáconos, padres e bispos. Os demais são os
leigos.
Contudo,
seria incompleto definir os leigos apenas de modo negativo, isto é, dizer que
leigos são os fiéis cristãos que não receberam o sacramento da Ordem. Leigos são
também aqueles que irão imprimir o espírito cristão na sociedade, através da profissão
que exercem, da família e da cultura.
Na
Igreja a maioria é de leigos. Estes irão vivenciar os mais variados tipos de
vocação. Terão, portanto, a total liberdade para escolher o estilo de vida que
lhes parecer melhor. A ninguém se pode impor uma vocação, um estado de vida.
Este é o pensamento da Igreja, formulado no cân. 219 do Código de Direito
Canônico, onde também aprendemos que os dois estados (leigos e clérigos) se
completam com a vida consagrada que se compõe ora de leigos ora de clérigos. Os
religiosos, frades e freiras, monges e monjas fazem parte da vida de santidade
da Igreja, apesar de não participarem obrigatoriamente da hierarquia.
Como
disse acima, os leigos têm diante de si toda uma gama de variedade de vocações,
isto é, Deus os chama a viverem a vida cristã de diversos modos. A fidelidade ao
chamado do Senhor contribui de modo todo particular para a felicidade pessoal.
Quando
alguém se afasta de sua verdadeira vocação pode se deparar com muita dificuldade
para ser feliz. Pelo que se conclui que toda pessoa deve, invocando o Espírito
Santo, procurar descobrir a própria vocação e, em seguida, buscar a fidelidade no
vivenciar esta vocação.
O
comodismo, o egoísmo, o materialismo de nosso tempo podem se tornar obstáculos
para nós na realização da vocação que sempre trás consigo uma missão.
Deus
chama, convoca alguém e em seguida lhe dá uma missão. Assim vamos encontrar uma
variedade muito grande de vocações na Igreja: a vocação para a política, a vocação
para a liderança na profissão, na vizinhança, nos grupos de pastoral, a vocação
para a família, a vocação para o serviço etc
O
tão conhecido canto “Me chamaste para caminhar a vida contigo” nã tem nada a
ver com missa fúnebre, pois é um canto vocacional. O autor expressa a verdade,
segunda a qual Cristo nos convida a caminhar a vida consigo, a vida e não a
morte. Depois confessa que tentou fugir, não dar ouvidos ao chamado, mas depois
declara que foi seduzido, não teve como escapar ao chamado do Senhor.
Penso
que todos nós, na hora H de definir a vocação, nos sentimos acovardados,
medrosos, inseguros. Se isto acontece ou aconteceu com você, não ponha
obstáculos ao Senhor. Permita que Ele o (a) seduza. Diga como o profeta:
Jeremias
(20,7), “Seduziste-me, Senhor, e eu me deixei seduzir”.
Pe. José Deusdará