quarta-feira, 28 de maio de 2014

REUNIÃO DE PAIS E RESPONSÁVEIS DOS CATEQUIZANDOS


REUNIÃO DE PAIS E RESPONSÁVEIS DOS CATEQUIZANDOS




Foi realizado no dia 17.05.14  no Centro Pastoral da comunidade Menino Jesus de Praga, o primeiro encontro de pais e/ou responsáveis dos catequizandos e da infância missionária, cujo tema “Pais e Filhos  na Santa Missa”
A referida palestra teve como palestrante Padre Júlio César que, na oportunidade, convocou a todos os presentes a colocarem a Santa Missa como principal atividade do Domingo na família.
Antes da chegada de Pe. Júlio César, a Santa Missa das crianças era celebrada às 9 h 30 min mas, devido neste horário ele ( padre ) se encontrar celebrando na comunidade Santa Luzia, as crianças passaram a ter seu momento litúrgico na Santa Missa das 7 h.




Foto: Paulo Raimundo
Foto: Paulo Raimundo
Foto: Paulo Raimundo
Foto: Paulo Raimundo
Foto: Paulo Raimundo



Pastoral da Comunicação – Pascom

Uma Pastoral Missionária a Serviço da Evangelização

terça-feira, 27 de maio de 2014

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES




Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunicações



O Pontifício Conselho para as Comunicações divulgou quinta-feira, dia 23 de janeiro, a mensagem do papa Francisco para o 48º Dia Mundial das Comunicações Sociais, a ser celebrado em 1º de junho. O texto traz como tema “Comunicação a serviço de uma autêntica cultura do encontro”.
O papa reconhece a importância dos meios de comunicação e novas mídias sociais digitais. " Podem ajudar a sentir-nos mais próximo uns dos outros; a fazer-nos perceber um renovado sentido de unidade da família humana”, afirma. Porém, faz um alerta para que as redes não sejam usadas para o isolamento social. “O próprio mundo dosmass media não pode alhear-se da solicitude pela humanidade, chamado como é a exprimir ternura. A rede digital pode ser um lugar rico de humanidade: não uma rede de fios, mas de pessoas humanas”, acrescenta o papa.
Confira a íntegra do texto:

Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais
48º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

Comunicação ao serviço de uma autêntica cultura do encontro
1 de Junho de 2014
Mensagem do Santo Padre Francisco
Queridos irmãos e irmãs, Hoje vivemos num mundo que está a tornar-se cada vez menor, parecendo, por isso mesmo, que deveria ser mais fácil fazer-se próximo uns dos outros. Os progressos dos transportes e das tecnologias de comunicação deixam-nos mais próximo, interligando-nos sempre mais, e a globalização faz-nos mais interdependentes. Todavia, dentro da humanidade, permanecem divisões, e às vezes muito acentuadas. A nível global, vemos a distância escandalosa que existe entre o luxo dos mais ricos e a miséria dos mais pobres. Frequentemente, basta passar pelas estradas duma cidade para ver o contraste entre os que vivem nos passeios e as luzes brilhantes das lojas. Estamos já tão habituados a tudo isso que nem nos impressiona. O mundo sofre de múltiplas formas de exclusão, marginalização e pobreza, como também de conflitos para os quais convergem causas econômicas, políticas, ideológicas e até mesmo, infelizmente, religiosas.
Neste mundo, os mass-media podem ajudar a sentir-nos mais próximo uns dos outros; a fazer-nos perceber um renovado sentido de unidade da família humana, que impele à solidariedade e a um compromisso sério para uma vida mais digna. Uma boa comunicação ajuda-nos a estar mais perto e a conhecer-nos melhor entre nós, a ser mais unidos. Os muros que nos dividem só podem ser superados, se estivermos prontos a ouvir e a aprender uns dos outros. Precisamos de harmonizar as diferenças por meio de formas de diálogo, que nos permitam crescer na compreensão e no respeito. A cultura do encontro requer que estejamos dispostos não só a dar, mas também a receber de outros.
Os mass-media podem ajudar-nos nisso, especialmente nos nossos dias em que as redes da comunicação humana atingiram progressos sem precedentes. Particularmente a internet pode oferecer maiores possibilidades de encontro e de solidariedade entre todos; e isto é uma coisa boa, é um dom de Deus. No entanto, existem aspectos problemáticos: a velocidade da informação supera a nossa capacidade de reflexão e discernimento, e não permite uma expressão equilibrada e correta de si mesmo. A variedade das opiniões expressas pode ser sentida como riqueza, mas é possível também fechar-se numa esfera de informações que correspondem apenas às nossas expectativas e às nossas ideias, ou mesmo a determinados interesses políticos e económicos. O ambiente de comunicação pode ajudar-nos a crescer ou, pelo contrário, desorientar-nos.
O desejo de conexão digital pode acabar por nos isolar do nosso próximo, de quem está mais perto de nós. Sem esquecer que a pessoa que, pelas mais diversas razões, não tem acesso aos meios de comunicação social corre o risco de ser excluído. Estes limites são reais, mas não justificam uma rejeição dos mass-media; antes, recordam-nos que, em última análise, a comunicação é uma conquista mais humana que tecnológica. Portanto haverá alguma coisa, no ambiente digital, que nos ajuda a crescer em humanidade e na compreensão recíproca? Devemos, por exemplo, recuperar um certo sentido de pausa e calma. Isto requer tempo e capacidade de fazer silêncio para escutar.
Temos necessidade também de ser pacientes, se quisermos compreender aqueles que são diferentes de nós: uma pessoa expressa-se plenamente a si mesma, não quando é simplesmente tolerada, mas quando sabe que é verdadeiramente acolhida. Se estamos verdadeiramente desejosos de escutar os outros, então aprenderemos a ver o mundo com olhos diferentes e a apreciar a experiência humana tal como se manifesta nas várias culturas e tradições. Entretanto saberemos apreciar melhor também os grandes valores inspirados pelo Cristianismo, como, por exemplo, a visão do ser humano como pessoa, o matrimônio e a família, a distinção entre esfera religiosa e esfera política, os princípios de solidariedade e subsidiariedade, entre outros.
Então, como pode a comunicação estar ao serviço de uma autêntica cultura do encontro? E – para nós, discípulos do Senhor – que significa, segundo o Evangelho, encontrar uma pessoa? Como é possível, apesar de todas as nossas limitações e pecados, ser verdadeiramente próximo aos outros? Estas perguntas resumem-se naquela que, um dia, um escriba – isto é, um comunicador – pôs a Jesus: «E quem é o meu próximo?» (Lc 10, 29 ).
Esta pergunta ajuda-nos a compreender a comunicação em termos de proximidade. Poderíamos traduzi-la assim: Como se manifesta a «proximidade» no uso dos meios de comunicação e no novo ambiente criado pelas tecnologias digitais? Encontro resposta na parábola do bom samaritano, que é também uma parábola do comunicador. Na realidade, quem comunica faz-se próximo. E o bom samaritano não só se faz próximo, mas cuida do homem que encontra quase morto ao lado da estrada. Jesus inverte a perspectiva: não se trata de reconhecer o outro como um meu semelhante, mas da minha capacidade para me fazer semelhante ao outro.
Por isso, comunicar significa tomar consciência de que somos humanos, filhos de Deus. Apraz-me definir este poder da comunicação como «proximidade». Quando a comunicação tem como fim predominante induzir ao consumo ou à manipulação das pessoas, encontramo-nos perante uma agressão violenta como a que sofreu o homem espancado pelos assaltantes e abandonado na estrada, como lemos na parábola. Naquele homem, o levita e o sacerdote não vêem um seu próximo, mas um estranho de quem era melhor manter a distância. Naquele tempo, eram condicionados pelas regras da pureza ritual.
Hoje, corremos o risco de que alguns mass-media nos condicionem até ao ponto de fazer-nos ignorar o nosso próximo real. Não basta circular pelas «estradas» digitais, isto é, simplesmente estar conectados: é necessário que a conexão seja acompanhada pelo encontro verdadeiro. Não podemos viver sozinhos, fechados em nós mesmos. Precisamos de amar e ser amados. Precisamos de ternura. Não são as estratégias comunicativas que garantem a beleza, a bondade e a verdade da comunicação. O próprio mundo dos mass-media não pode alhear-se da solicitude pela humanidade, chamado como é a exprimir ternura. A rede digital pode ser um lugar rico de humanidade: não uma rede de fios, mas de pessoas humanas.
A neutralidade dos mass-media é só aparente: só pode constituir um ponto de referimento quem comunica colocando-se a si mesmo em jogo. O envolvimento pessoal é a própria raiz da fiabilidade dum comunicador. É por isso mesmo que o testemunho cristão pode, graças à rede, alcançar as periferias existenciais. Tenho-o repetido já diversas vezes: entre uma Igreja acidentada que sai pela estrada e uma Igreja doente de auto-referencialidade, não hesito em preferir a primeira.
E quando falo de estrada penso nas estradas do mundo onde as pessoas vivem: é lá que as podemos, efetiva e afetivamente, alcançar. Entre estas estradas estão também as digitais, congestionadas de humanidade, muitas vezes ferida: homens e mulheres que procuram uma salvação ou uma esperança. Também graças à rede, pode a mensagem cristã viajar «até aos confins do mundo» (Act 1, 8). Abrir as portas das igrejas significa também abri-las no ambiente digital, seja para que as pessoas entrem, independentemente da condição de vida em que se encontrem, seja para que o Evangelho possa cruzar o limiar do templo e sair ao encontro de todos. Somos chamados a testemunhar uma Igreja que seja casa de todos.
Seremos nós capazes de comunicar o rosto duma Igreja assim? A comunicação concorre para dar forma à vocação missionária de toda a Igreja, e as redes sociais são, hoje, um dos lugares onde viver esta vocação de redescobrir a beleza da fé, a beleza do encontro com Cristo. Inclusive no contexto da comunicação, é precisa uma Igreja que consiga levar calor, inflamar o coração. O testemunho cristão não se faz com o bombardeio de mensagens religiosas, mas com a vontade de se doar aos outros «através da disponibilidade para se deixar envolver, pacientemente e com respeito, nas suas questões e nas suas dúvidas, no caminho de busca da verdade e do sentido da existência humana (Bento XVI, Mensagem para o XLVII Dia Mundial das Comunicações Sociais, 2013). Pensemos no episódio dos discípulos de Emaús. É preciso saber-se inserir no diálogo com os homens e mulheres de hoje, para compreender os seus anseios, dúvidas, esperanças, e oferecer-lhes o Evangelho, isto é, Jesus Cristo, Deus feito homem, que morreu e ressuscitou para nos libertar do pecado e da morte.
O desafio requer profundidade, atenção à vida, sensibilidade espiritual. Dialogar significa estar convencido de que o outro tem algo de bom para dizer, dar espaço ao seu ponto de vista, às suas propostas. Dialogar não significa renunciar às próprias ideias e tradições, mas à pretensão de que sejam únicas e absolutas. Possa servir-nos de guia o ícone do bom samaritano, que liga as feridas do homem espancado, deitando nelas azeite e vinho. A nossa comunicação seja azeite perfumado pela dor e vinho bom pela alegria.
A nossa luminosidade não derive de truques ou efeitos especiais, mas de nos fazermos próximo, com amor, com ternura, de quem encontramos ferido pelo caminho. Não tenhais medo de vos fazerdes cidadãos do ambiente digital. É importante a atenção e a presença da Igreja no mundo da comunicação, para dialogar com o homem de hoje e levá-lo ao encontro com Cristo: uma Igreja companheira de estrada sabe pôr-se a caminho com todos. Neste contexto, a revolução nos meios de comunicação e de informação são um grande e apaixonante desafio que requer energias frescas e uma imaginação nova para transmitir aos outros a beleza de Deus.
Vaticano, 24 de Janeiro – Memória de São Francisco de Sales – do ano 2014.


 Mensagem extraída do site: www.arquidiocesedeteresina.org.br

sexta-feira, 23 de maio de 2014

FORMAÇÃO DE COROINHAS


FORMAÇÃO DE COROINHAS



Seminarista Igor Torres - Foto: Paulo Raimundo
Nos finais de semana do mês de maio, o grupo de seminaristas que desenvolve trabalho pastoral na Paróquia Menino Jesus de Praga está ministrando um Curso de Formação para mais de 25 coroinhas das três comunidades paroquiais. Os temas dos encontros versam sobre a liturgia e serviço do altar.
Trata-se de uma oportunidade de formar os adolescentes e jovens interessados em ingressar nos Grupos de Coroinhas da paróquia, oferecendo, além dos conhecimentos teóricos necessários, o aprendizado prático que permite aos auxiliar o padre nas funções sagradas.
Os seminaristas Diego, Igor, Pedro e Wilson recebem o apoio do Pároco, Pe. Júlio César, e de outros membros de pastorais nas atividades de formação. Em breve, provavelmente na Festa da Visitação de Nossa Senhora, 31 de maio, na celebração de encerramento do mês mariano, às 19h, todos os coroinhas da paróquia serão investidos solenemente para exercerem o serviço do altar.
Entretanto, é importante notar que o serviço destes adolescentes e jovens não esgota-se no altar da Eucaristia, mas chega ao altar dos pobres e de toda a comunidade, através do compromisso com a missão










Igor Torres
Seminarista


sexta-feira, 9 de maio de 2014

A MÃE DE DEUS E A DEVOÇÃO POPULAR



A MÃE DE DEUS E A DEVOÇÃO POPULAR



                                                                    Em que consiste a devoção à Virgem Maria? Muitos são os teólogos que tem tratado do tema da religiosidade popular depois dos anos 70[1]. Hoje se observa um despertar da religião ou da relação com o transcendente, testemunhando um retorno à religião ocultista, isto é, à meditação oriental, à procura de significado global do humanismo e a persistência da religião ou da piedade popular.
Mas queremos aqui tratar especificamente da fé na Virgem Maria, que deve  ser entendida à luz da encarnação do Verbo de Deus. Neste sentido, Jesus Cristo aparece como o fim último de toda devoção popular acerca dos merecimentos de Maria. A devoção à Mãe de Deus não pode esquecer que Jesus é o nosso salvador. Somente em Cristo reside a plenitude de toda divindade e graça. Ele é a cabeça da Igreja, da qual somos os seus membros e fora de Jesus não existe outro, seja no céu ou na terra, no qual encontramos a salvação.
Somente partindo da pessoa de Cristo é que podemos estabelecer um verdadeiro culto devocional à Maria, pois se esta devoção nos afastasse de Cristo, seria uma ilusão diabólica e totalmente falsa. O povo tem a devoção de guardar o rosário, o escapulário, a coroa e etc. Este símbolos devocionais, de fato, não são necessários para a salvação. Mas, resta a pergunta: Esses sinais, embora não necessários, impedem a salvação? Impedem a devoção à Cristo? Separam o povo do amor de Cristo? Ou manifestam confiança no sentimento de estima, respeito e consideração que os cristãos possuem para com a Mãe de Jesus e a partir do quais passa a glorificar e com maior empenho seguir, imitar e servir o Filho de Deus?
O povo devoto de Maria é totalmente convicto que somente Jesus merece toda glória e louvor, de maneira muito simples faz a distinção entre as graças que provêm de Cristo, os dons do Espírito Santo e os méritos da Virgem Imaculada. Sabe que ela voluntariamente se proclamou serva e escrava de Deus e que Jesus disse que um servo não é maior que o seu Senhor[2]. Que Maria é serva amorosa e colaborou de modo inaudito com a entrada de Cristo no mundo e que Maria participa por obra da graça divina no mistério da Salvação. Se de um lado Maria foi o veículo através do qual Nosso Senhor visitou o seu povo, por outro ela continua sendo o mesmo veículo que levará esse povo a Cristo. O povo cristão tem consciência que a devoção verdadeira à Maria é aquela que dedica maior gloria ao Senhor e mais colabora para sua santificação.
A verdadeira piedade popular supera uma devoção escrupulosa ou meramente externa. A primeira teme desonrar o Filho por homenagear a Mãe, abaixar um elevando outro, abre margens para uma fé insegura, não amadurecida, presa pelo medo de praticar alguma injustiça (o povo sabe que seria grande ofensa querer superar ou ao menos igualar a pessoa de Maria em relação ao Filho Jesus). Por isso, a mais perfeita jaculatória em honra de Maria é aquela extraída do evangelho de Lucas: “Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre[3]”). Uma fé escrupulosa corre o sério risco de colocar em ridículo a prática da religião, algo semelhante ao temor de São Paulo antes da conversão[4]. A segunda faz consistir toda sua devoção à Maria somente em práticas externas, sem conteúdo ou interioridade, não crê no que pratica porque ignora a fé.
A verdadeira piedade supera a devoção presunçosa, inconstante e hipócrita. Todas essas, totalmente desligadas da prática de justiça, da solidariedade e do bem social. A verdadeira piedade é tenra, interior, santa, constante e desinteressada[5]. Manifestada como sinal de esperança e anúncio profético, supera as manifestações periféricas e o intelectualismo, está para além do plano meramente racional e ao mesmo tempo o folclórico. Querer barrar a piedade popular em torno de Maria, seria o mesmo que paralisar mortalmente o espírito humano[6]. Segundo H. Cox Maria é viva no povo. “Ser um teólogo radical hoje deve querer dizer, ao menos, escutar o canto e o soluçar das religiões dos povos”.
Precisamos insistir numa catequese que eduque a comunidade cristã ao confronto permanente com a Palavra de Deus, que possa julgar as várias expressões do pensamento e a vida dos crentes conciliadas com as mensagens do Magistério da Igreja. A autêntica devoção mariana depende em grande parte da aceitação de tais direcionamentos que vêem e rendem o mais vivo e o maior sentido ao vínculo que nos une à Mãe de Cristo e nossa Mãe, na comunhão dos santos[7].
Alguns pontos importantes a serem observados com relação à piedade popular em torno de Maria na vida das comunidades:
1º Aceitar a piedade popular; reconhecida como legítima na Igreja, encarnada na história do catolicismo, patrimônio popular, junto com uma real obra de evangelização.
2º Priorizar a comunhão; uma atitude de respeito, que implique escuta do povo e que conduza à valorização das instruções da Igreja sobre Maria que porta uma adesão à verdade que parte da fé como pessoa viva, glorificada e dotada de bondade materna.
3º Favorecer o encontro entre: piedade popular e liturgia; recuperando o sentido da festa, da comunidade e da participação cordial.
4º Evangelizar a piedade Mariana do povo; de maneira que seja uma autêntica piedade, tirando toda tentação de fechamento e colocando Maria no lugar mesmo que lhe compete.
       5º Coligar a piedade Mariana ao mistério da páscoa e da vida; conservando a mesa da comunhão e da eucaristia, fonte e ápice de toda vida da Igreja.
       Um santo e feliz mês mariano a todos.


Pe. Júlio César Souza de Jesus.






[1] Cf.: Estefano De Fiores: Maria nella teologia contemporanea, Roma 1991 pág. 339
[2] Cf.: Mateus 10,24: “O discípulo não está acima do mestre, nem o servo acima do seu senhor.”
[3] Lucas 1, 42: “Com um grande grito exclamou: Bendita és tú entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre.”
[4] Atos do apóstolos 22,3: “Eu sou judeu. Nasci em Tarso, da Cicília, mas criei-me nesta cidade, educado aos pés de Gamaliel na observância exata da lei de nossos pais, cheio de zelo por Deus, como vós todos no dia de hoje.”
[5] Trattato della vera devozione a Maria Vergine, Beato Luigi M. Montfort, Roma 1943
[6] Maria Madre della Redenzione, E. Schillebeeckx, Paulinas 1965 p. 149
[7] Cf.: Estefano De fiores: Maria nella Teologia Contemporanea, Roma 1991 p. 346          
                                                                                                                                                 

terça-feira, 6 de maio de 2014

EDITORIAL - PÁSCOA : DO JUDAÍSMO AO CRISTIANISMO



PÁSCOA
DO JUDAÍSMO AO CRISTIANISMO



  Páscoa é termo proveniente da palavra latina e grega pascha, tomada por sua vez do Hebraico pesah', do Aramaico pishâ', provavelmente pronunciada anteriormente phashâ', de onde proveio o grego pascha. Ela é a festa suprema dos cristãos e dos judeus. Para os judeus é a festa da libertação nacional, para os cristãos a festa da vitória do Senhor Jesus sobre a morte. A morte e a ressurreição de Jesus trouxeram a salvação para todos.  Temos assim uma sintonia entre o Antigo Testamento e o Novo Testamento, de modo que um prepara o outro. Isso manifesta que o Deus do Antigo Testamento é o Deus do Novo Testamento, o Deus escondido do Antigo Testamento é o Deus Revelado plenamente na pessoa de Jesus Cristo.
      No Antigo Testamento a Páscoa era originariamente uma festa de pastores que celebravam, na primavera, o nascimento das ovelhas. Nessa festa, os pastores derramavam sangue de cordeiros em torno do acampamento, a fim de espantar os espíritos que poderiam prejudicar a fecundidade do rebanho.
      Quando saiu do Egito, Israel adaptou a festa às condições de um povo sedentário. Ela se tornou a celebração do Êxodo, traduzida em forma de refeição. Mais tarde, foi associada à festa dos Ázimos, porém só começou a ser celebrada em Israel quando este tomou posse da terra prometida.
      No Novo Testamento, diversos acontecimentos da vida de Jesus e de seus discípulos estão ligados à festa da páscoa. Dentre estes podemos citar: Jesus, ainda menino aos doze anos, dirigindo-se em peregrinação à Jerusalém, por ocasião de uma festa da páscoa (Lucas 2,41-50). Outro acontecimento foi a festa de casamento em Caná da Galiléia, ou então, Jesus que vai à Jerusalém para uma festa da páscoa onde expulsa os negociantes do Templo (João 2,14-23). Vemos também que os Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas descrevem a última ceia de Jesus com seus discípulos como a refeição pascal ritual (Marcos 14,12-16; Lucas 22,15).
      A Páscoa é para os cristãos a esperança da ressurreição dos mortos e com ela a vida feliz em Deus. Isso é justificado porque Jesus Cristo ressuscitou primeiro para esta nova vida. Caso isso não tivesse sucedido, também não haveria ressurreição para os cristãos; não haveria também para os cristãos a festa da páscoa.
      Para os cristãos, viver e celebrar a páscoa é mais do que simplesmente uma festa simbólica, é dar testemunho de vida, anunciar e praticar o que Jesus ensinou e fez, continuar, de maneira anamnética, (quer dizer, fazer memória das ações de Cristo, o que não significa uma mera lembrança ou recordação e sim uma atualização das ações mesmas de Jesus), também de maneira profética (isto é, ser testemunhas do Reino de Deus, denunciando as injustiças e anunciando a vitória do amor sobre as formas de pecado e de morte), fazendo com que a doxologia cristã (ou seja, o louvor exuberante que sai da nossa boca e nos faz cantar as maravilhas do Senhor) e, expressão prognóstica, isto é, (escatológica, uma herança nova, onde na terra, as relações sociais baseadas no respeito, na justiça, no amor, na fraternidade, na solidariedade e na partilha possam prefigurar o Reino futuro).


Pe. Júlio César Souza de Jesus.



















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