quinta-feira, 11 de julho de 2013

AGOSTO, MÊS DAS VOCAÇÕES



AGOSTO, MÊS DAS VOCAÇÕES


Foto: Paulo Raimundo
Como diz o nosso catecismo,  por instituição divina, há na Igreja dois tipos de fiéis: os fiéis leigos e os fiéis clérigos. Clérigos são aqueles assinalados com o sacramento da Ordem, portanto diáconos, padres e bispos. Os demais são os leigos.
Contudo, seria incompleto definir os leigos apenas de modo negativo, isto é, dizer que leigos são os fiéis cristãos que não receberam o sacramento da Ordem. Leigos são também aqueles que irão imprimir o espírito cristão na sociedade, através da profissão que exercem, da família e da cultura.
Na Igreja a maioria é de leigos. Estes irão vivenciar os mais variados tipos de vocação. Terão, portanto, a total liberdade para escolher o estilo de vida que lhes parecer melhor. A ninguém se pode impor uma vocação, um estado de vida. Este é o pensamento da Igreja, formulado no cân. 219 do Código de Direito Canônico, onde também aprendemos que os dois estados (leigos e clérigos) se completam com a vida consagrada que se compõe ora de leigos ora de clérigos. Os religiosos, frades e freiras, monges e monjas fazem parte da vida de santidade da Igreja, apesar de não participarem obrigatoriamente da hierarquia.
Como disse acima, os leigos têm diante de si toda uma gama de variedade de vocações, isto é, Deus os chama a viverem a vida cristã de diversos modos. A fidelidade ao chamado do Senhor contribui de modo todo particular para a felicidade pessoal.
Quando alguém se afasta de sua verdadeira vocação pode se deparar com muita dificuldade para ser feliz. Pelo que se conclui que toda pessoa deve, invocando o Espírito Santo, procurar descobrir a própria vocação e, em seguida, buscar a fidelidade no vivenciar esta vocação.
O comodismo, o egoísmo, o materialismo de nosso tempo podem se tornar obstáculos para nós na realização da vocação que sempre trás consigo uma missão.
Deus chama, convoca alguém e em seguida lhe dá uma missão. Assim vamos encontrar uma variedade muito grande de vocações na Igreja: a vocação para a política, a vocação para a liderança na profissão, na vizinhança, nos grupos de pastoral, a vocação para a família, a vocação para o serviço etc
O tão conhecido canto “Me chamaste para caminhar a vida contigo” nã tem nada a ver com missa fúnebre, pois é um canto vocacional. O autor expressa a verdade, segunda a qual Cristo nos convida a caminhar a vida consigo, a vida e não a morte. Depois confessa que tentou fugir, não dar ouvidos ao chamado, mas depois declara que foi seduzido, não teve como escapar ao chamado do Senhor.
 Penso que todos nós, na hora H de definir a vocação, nos sentimos acovardados, medrosos, inseguros. Se isto acontece ou aconteceu com você, não ponha obstáculos ao Senhor. Permita que Ele o (a) seduza. Diga como o profeta:

Jeremias (20,7), “Seduziste-me, Senhor, e eu me deixei seduzir”.


Pe. José Deusdará



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