Mensagem para Dia das
Comunicações: Papa alerta sobre “fake news”
VERA ALICE BRANDÃO 2
MESES ATRÁS0 0 34 VIEWS

“A
comunicação humana é uma modalidade essencial para viver a comunhão”. Afirma o
Papa Francisco na mensagem para o 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais,
divulgada nesta quarta-feira, 24, pelo Vaticano. Após elevar a capacidade
humana de expressão, compartilhamento e construção da sua própria memória, o
Pontífice faz um alerta sobre o egoísmo, sentimento apontado por ele como capaz
de distorcer a comunicação e a verdade, em prol de um bem individual ou
coletivo.
As
“fake news” — notícias falsas — foram apontadas pelo Papa como um tema a ser refletido.
De acordo com o Santo Padre, estas “notícias” verossímeis — aquilo que parece
intuitivamente verdadeiro, mas não é — são capazes de chamar a atenção dos
leitores, apoiadas sobre estereótipos e preconceitos generalizados, e explorar
emoções como ansiedade, desprezo, ira e frustração. A difusão destes conteúdos
falsos acontecem em sua maioria pelas redes sociais, onde ganham visibilidade e
tornam seus danos irreversíveis.
As
notícias falsas, que segundo Francisco visam objetivos prefixados — como influenciar
opções políticas e favorecer lucros econômicos —, devem ser erradicadas em uma
corrente de conscientização das pessoas que interagem a partir deste tipo de
conteúdo. Para o Pontífice, as “fake news” geram ambientes digitais de
confronto, de descrédito do outro, que passa a ser visto como um inimigo. Uma
demonização, que de acordo com Francisco, pode fomentar conflitos.
Diante
deste drama da desinformação que gera, segundo o Santo Padre, intolerância,
arrogância e ódio, o Papa afirmou que as “fake news” seguem a “lógica da
serpente”, citada na narração do pecado original como figura de confusão e
tentação para o homem e para a mulher. “Este episódio bíblico revela assim um
fato essencial para o nosso tema: nenhuma desinformação é inofensiva, antes pelo
contrário, fiar-se daquilo que é falso produz consequências nefastas. Mesmo uma
distorção da verdade aparentemente leve pode ter efeitos perigosos”, advertiu o
Pontífice.
Comunicar a verdade
O
Papa manifestou seu desejo de contribuir para a prevenção da difusão dessas
notícias falsas, e para a redescoberta do valor da profissão jornalística e da
responsabilidade pessoal de cada um na comunicação da verdade. Francisco
caracterizou como louváveis as iniciativas que ensinam homens e mulheres a
aprender como ler e avaliar o contexto comunicativo, e a não ser divulgadores
inconscientes de desinformação, mas atores do seu desvendamento. As iniciativas
institucionais e jurídicas também foram valorizadas pelo Pontífice. “O
antídoto mais radical ao vírus da falsidade é deixar-se purificar pela verdade,
afirmou Francisco.
De
acordo com o Santo Padre, o homem descobre sempre mais a verdade quando a
experimenta em si mesmo como fidelidade e fiabilidade de quem o ama. “O melhor
antídoto contra as falsidades não são as estratégias, mas as pessoas: pessoas
que, livres da ambição, estão prontas a ouvir e, através da fadiga dum diálogo
sincero, deixam emergir a verdade; pessoas que, atraídas pelo bem, se mostram responsáveis
no uso da linguagem”, comentou o Pontífice.
Fonte: Site da Canção Nova
Pascom - Uma Pastoral Missionária a Serviço da Evangelização












