domingo, 29 de novembro de 2015

FESTEJO MENINO JESUS DE PRAGA - PIRIPIRI - PIAUI



COMUNIDADE MENINO JESUS DE PRAGA – PIRIPIRI- PI

Dando continuidade a nossa vida missionária, a Paróquia Menino Jesus de Praga esteve presente em 21.11.2015 na Cidade de Piripiri – PI por ocasião do festejo do Menino Jesus de Praga da comunidade da referida Cidade.
Anualmente, o nosso festejo ocorre no período de 15.10. a 25.10. Nesse período somos visitados em uma noite de sábado por uma delegação de missionários da cidade de Piripiri – PI para uma Santa Missa Novena. Em novembro, esta visita é retribuída haja visto que, o novenário da cidade, ocorre de 15.11 a 25.11 logo após o Festejo de sua Padroeira: Nossa Senhora dos Remédios.
Dessa forma, foi criado um laço de uma profunda amizade entre as duas comunidades irmãs (O mesmo Padroeiro) em torno de um só objetivo missionário: Evangelizar. O celebrante da noite foi o Padre Júlio César, pároco da Paróquia Menino Jesus de Praga de Teresina – PI.

 O nosso muito obrigado pela calorosa acolhida que nos foi dada. E que vocês continuem sempre esta comunidade simples, humilde, bonita e acolhedora na paz do Menino Jesus de Praga.





Foto: Paulo Raimundo - Pascom
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Pastoral da Comunicação – Pascom
Uma Pastoral Missionária a Serviço da Evangelização



segunda-feira, 23 de novembro de 2015

EDITORIAL - O NÚMERO DOS QUE SE SALVAM


EDITORIAL

O NÚMERO DOS QUE SE SALVAM




  Quero iniciar esta nossa reflexão apresentando o versículo quarto do capítulo sete do Apocalipse de São João. “Ouvi então o número dos que tinham sido marcados: cento e quarenta e quatro mil de todas as tribos do povo de Israel”. Já os apóstolos propuseram a Jesus: “Senhor, serão poucos os que se salvam”? (Lc 12,23). A questão do número dos que se salvam recebeu soluções múltiplas na Tradição cristã. A primeira solução foi de tendência rigorista e o argumento da malícia parecia corroborar por alguns textos da Sagrada Escritura. Tomando o evangelho de Mateus 22,14 vemos: “Com efeito, muitos dos”. No entanto, “muitos” e “poucos” não designam duas quantidades consideradas em si mesmas, mas dois grupos que, confrontados um com o outro, deveriam ser dito “a parte maior” e “a parte menor”. Quem são esses chamados? Quem são os escolhidos? Conforme o texto são os que receberam a vocação à fé cristã e vivem na Igreja. Não podemos interpretar o texto de Mateus como se fosse grande o número dos que se perdem, mas que possivelmente não se salvam àqueles que, recebendo os pré-requisitos para a salvação, vivem como se não tivessem recebido. Em outra passagem de Mateus lemos: “Entrai pela porta estreita; pois larga é a porta e espaçosa é a via que conduz à perdição, e numerosos são os que por aí passam. Com efeito, estreita é a porta e restrita é a via que leva à vida, e poucos são os que a encontram” (Mt 7,13s). Nesta passagem Jesus verifica um fato inegável: poucos são os que se impõe uma séria disciplina moral e religiosa; ao contrário, numerosos são os que escolhem prazeres desenfreados, ou seja, a estrada larga. No entanto, o viandante errado pode mudar de estrada antes da chegada; não podemos abstrair da misericórdia de Deus, quando se considera o homem peregrino nesta terra; as tribulações tem justamente a função de mostrar ao pecador o caráter ilusório dos bens terrenos e incitá-los a mudar de caminho. A segunda solução é a que chamamos mais benigna. Por que a mudança? Já com as grandes descobertas do séc. XVI tomava-se conhecimento da existência de milhares e milhares de homens que viviam e morriam na completa ignorância do cristianismo; dever-se-ia admitir que se perderiam no inferno? Quão frustrado pareceria o sacrifício do Filho de Deus! O abalo da opinião tradicional foi acentuado pela crise jansenista que criou entre os católicos uma mentalidade excessivamente rigorista, mas que não corresponde ao Espírito do Evangelho. Devemos pois admitir, como nos ensinou José de São Bento (O.S.B. + 1723): “o número dos homens que se salvam é muito grande, incalculável; ultrapassa os dos réprobos, graças à potência, à sabedoria e à benevolência infinitas de Cristo, o qual certamente não sofreu e derramou o seu sangue em vão, nem em vão ressuscitou e quebrantou o insolente domínio de Satanás sobre a espécie humana”. Os argumentos em prol da sentença benigna podem ser assim resumidos: A honra de Deus; O sucesso da Redenção; A glória de Cristo; A bondade e a misericórdia de Deus – pedem que a maior parte do gênero humano não sofra a condenação eterna. Deus, em sua sabedoria, houve por bem não remover a ignorância do homem sobre o assunto. E, o silêncio no caso, é para nós, autêntico e benéfico. A segurança, dada por Deus, de que o maior número se salva, teria sido, talvez, um fomento da lei do menor esforço, uma ocasião de langor espiritual. Quantos repousariam sobre essa quase certeza da salvação como que sobre um travesseiro mole, o que seria nocivo tanto ao seu progresso espiritual quanto à santidade da Igreja e a glória de Deus! Doutro lado, a revelação de que a maioria se perde acarretaria desprezo e revolta; seria igualmente um freio ao zelo pela salvação. Os documentos do Magistério da Igreja conservam o que nós conhecemos com o nome de “silêncio de Deus”, donde a exortação do Senhor é válida para todos: “Esforçai-vos por entrar pela porta estreita” (Lc 13,24a).



Pe. Júlio César Souza de Jesus - Pároco



Pastoral da Comunicação - Pascom
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