Responsáveis: Canto e Coroinhas
Convidados: Toda a Paróquia
Celebrante: Pe. Júlio César
Data: 25.10.2014
A pessoa humana não pode viver sem amor. Sem amor ela permaneceria por si mesma um ser incompreensível, a sua vida seria privada de sentido. Caso a pessoa humana não se encontrasse com o amor, caso não o experimentasse e não o tornar-se seu, caso dele não participasse vivamente tudo seria um vazio, já não teria sentido sua existência.
A maior parte das pessoas encontra a realização do seu eu no amor, a grande maioria no matrimônio e na família. A família é como uma estrada na qual se experimenta a responsabilidade do saber querer bem e da comunhão.
A família é chamada a viver e exprimir em um determinado âmbito o mandamento síntese do ensinamento de Jesus: “Assim como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros”. Na base deste mandamento de Jesus encontra-se o matrimônio, isto é, aquela comunhão recíproca de vida, nascida da entrega e do recebimento mútuo entre um homem e uma mulher, quando os dois sentem que podem dizer: “Eu estou pronto a dar a vida por tí!” Que quer dizer, já não poderá mais existir segredos entre os dois. O matrimônio é por assim dizer a recíproca consciência amadurecida durante os anos de namoro que culmina – numa entrega cambial – sobre a qual podemos encontrar escrita qualquer coisa que tem sabor de heroísmo.
O sentido e a finalidade do sacramento do matrimônio derivam de suas características essenciais: a unidade e a indissolubilidade. Em geral por unidade se entende a mútua ordenação exclusiva e total entre um homem e uma mulher pelo vínculo conjugal; E por indissolubilidade indica-se que tal vínculo não se pode dissolver ou romper durante a vida dos cônjuges.
1. O divórcio vai contra o direito natural secundário do matrimônio
2. Enquanto a lei mosaica permitia o livre repúdio, o matrimônio é indissolúvel por positiva instituição divina (Gn 2, 24).
3. Cristo aboliu o uso do repúdio e restabeleceu a indissolubilidade primeira
4. O Vínculo matrimonial entre cristãos é em todos os casos intrinsecamente indissolúvel; isto é, pelo menos, uma verdade certa.
A família, dizia o Papa João Paulo II, tem a responsabilidade de se torna cada vez mais aquilo que ela é, ou seja, comunidade de vida e de amor. Por isso Deus lhe confiou a missão de guardar, revelar e comunicar o amor, qual reflexo vivo e participação real do amor de Deus pela humanidade e do amor de Cristo pela Igreja, sua esposa.
A fidelidade, testemunho do valor do sacramento do matrimônio e da fé professada pelo cristão é um precioso dom de Deus. Como é para nós cristãos imperioso reconhecer o valor do testemunho daqueles cônjuges que, embora tendo sido abandonados pelo consorte, com a força da fé e da esperança cristãs, não contraíram uma nova união. Estes cônjuges dão também um autêntico testemunho de fidelidade, de que tanto necessita o mundo de hoje. Por isto mesmo devem ser encorajados e ajudados pelos pastores e pelos fiéis da Igreja.
Gostaria de falar daquilo que a Igreja entende por ser pai.
É na família que o homem é convido a se reconhecer na sua missão de esposo e de pai. No princípio disse Deus: “Não é bom que o homem esteja só” (Gn 2,18). Santo Ambrósio já dizia: marido, a tua esposa não te foi dada com escrava, mas como mulher... Retribui-lhe as atenções tidas para contigo e sê-lhe agradecido pelo seu amor>>. De tal forma que com a esposa o homem deve viver << uma forma muito especial de amizade pessoal>> O marido cristão é chamado a desenvolver uma atitude de amor tal, manifestando para com a sua esposa a caridade delicada e forte que Cristo nutre pela Igreja.
A fidelidade conjugal é o primeiro valor matrimonial. O segundo é a ordenação jurídica da indissolubilidade. O problema do fracasso conjugal tem preocupado a consciência cristã. O que nós sabemos é que a Igreja sempre defendeu a estabilidade e ao mesmo tempo chama atenção dos seus fiéis para todas as drásticas consequências provocadas pela ruptura matrimonial, principalmente quando estas atinge a estrutura psicológica, às vezes de forma irreversível, dos filhos.
O matrimônio é a raiz mais profunda das relações sociais, ele é o tecido integrador da sociedade, todas as civilizações do mundo reconhecem a necessidade de proteger e defender este patrimônio. Mais especialmente a família cristã, sobretudo hoje, tem uma especial vocação para ser testemunha da aliança pascal de Cristo, mediante a irradiação constante da alegria do amor e da certeza da esperança, da qual deve tornar-se reflexo: << A família cristã proclama em alta voz as virtudes presentes do reino de Deus e a esperança na vida bem-aventurada>>.
Concluo com as palavras do Beato João Paulo II:
O futuro da humanidade passa pela família!
Sinto-me no dever de pedir aos filhos da Igreja um esforço especial neste campo. Conhecendo plenamente, pela fé, o maravilhosa plano de deus, eles têm uma razão mais para se dedicar à realidade da família neste nosso tempo de prova e de graça.
Ame de modo particular a família.
Amar a família significa descobrir os perigos e os males que a ameaçam, para poder superá-los.
Amar a família significa empenhar-se em criar um ambiente favorável ao seu desenvolvimento.
Uma forma eminente de amor à família cristã de hoje, muitas vezas tentada por incomodidades e angustiada por crescentes dificuldades, é dar-lhe novamente razões de confiança em sí mesma, nas riquezas próprias que lhe advém da natureza e da graça e na missão que Deus lhe confiou. É necessário que as famílias do nosso tempo tomem novamente altura! É necessário que sigam a Cristo.
Pe. Júlio César
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Pastoral da Comunicação - Pascom
Uma Pastoral Missionária a Serviço da Evangelização